Monday, November 23, 2009
Thursday, November 05, 2009
Orfeu
Wednesday, October 21, 2009
Monday, October 19, 2009
Dekunobou
Wednesday, October 14, 2009
Saturday, June 13, 2009
A Crisálida do Cais
Luneta lusitana
O olho sonhador se maravilha cada manhã,
Vê no milagre cíclico milhares de milagres cíclicos
Na sua ausência…
o sol que nasce não rasga as trevas
o sol que nasce não é o Dia
(porque com o sol
não renasce
Portugal)
Requiem
Morte ao Sexo. O mundo acabou
E sem fim…
Meu amor bissexual…perdi-te…
No sentido das coisas
Não soube mais…se…
Foi por gostares do afogo
Do apego do suor ofegante
Da sede das voltas no lençol
Do ultimo instante em que se
comprime um contra o outro
E tudo acaba.
Recomeça.
Meu amor, eu não te vi,
Não pude saber…se…
Foi por não acreditares na
Prisão do corpo desenhado
(Cega a estética da curva delicada)
Por seres idealista e dizeres
Que não vias invólucro antes da alma
E tudo recomeça.
Acaba.
Bissexual…
Eu sou tão térreo.
Não sei o que te fui
Se o beijo me ressuscitou
Para me entregar ao céu
Em Asas de Cera
O sonho nasce e se eleva
Quando morre o Sol
De Coração inflamado
As lágrimas secas de tempo
Bato as asas mais alto
E vejo-te meu amor
Para sempre
No sol que nasce e se eleva…
morre o Sonho
31/05/2009
Tuesday, May 05, 2009
Passo a passo
a amanhecer devagar
E tu olhavas-me
sem
palavra
Chegava e seguravas-me a mão
Os olhos encontravam-se
E tu
Sorrias
Sereno e místico
Beijaste-me a testa
E sussurraste-me
Que não olhasse assim
‘’No fundo sabes sorrir’’
E levantaste a outra mão
Cerraste-me as pálpebras
E era de noite
06/10/2008
私の水
As vezes não se pode ser forte
As vezes perde-se a coragem de amar
e nesses momentos
Estamos sós
absolutamente sós
so respiram os deuses
e em surdina
os nossos
remorsos
Thursday, April 09, 2009
Um
dir-se-ia uma ausência sem questões, seca pelo silencio
estive sempre acompanhado...mas estamos sempre
e estive, estou sempre sozinho
Estive e estou e talvez tenha estado até morrer
E agora seja um fantasma a cismar a vida
porque a solidão destrói o tempo
Da janela que estalou de frio no nosso quarto
o quarto de sempre
no tempo incontável do Inverno
encontro
a meus pés o resto do que pareceu ser
para sempre
Os estilhaços
Vidros cegos,
sempre desajeitados sempre cruéis
cortando carne
bebendo sangue
lembro-me que faltas tu
Voou… aquele que um dia
Brilhava todas as cores divididas
Nele só era a manhã verdadeira
tive saudades tuas
e depois de hoje
continuarei a tê-las...
entre a culpa
nunca estranha por ser
amarga
Tu tinhas dito
‘’se me procurares encontras-me sempre’’
Tinhas dito
Lembro
extenuado de solidão
penso a exalar cansaço
e volto por inspirar frustração
lembro-me que faltas tu
