Monday, November 23, 2009

Porque A das Cinco Letras lê...
Ella que o violoncelo vibra azul
Imagem de fora do tempo dentro do 
Kaleidoscopio que me gira e reconstroi
Ao das Cinco Letras que misterios me lê

Thursday, November 05, 2009

Orfeu

Na rua do Taciturno
Orfeu espera,
lânguido
Lira entre os bracos

Às Portas do Inferno
O Silencio pleno e quieto
Da Belleza triste

O presente
cor de cinza e certo
Espera também
Que toque

Os demónios
adormeceram
À Poesia

Eurydice

E o coração passou.
Remember Remember


                                 I know of no reason why                                         it


                                                                    should ever be forgot

Wednesday, October 28, 2009

porque o Tempo transpira as memorias.
                                                            


                                                                                                                                  inbebiveis
                                                                                     




                                                          insoluveis 

Wednesday, October 21, 2009

la Solitude - cette vielle maniere d'aimer

Monday, October 19, 2009

Dekunobou

I realized my empty uselessness...

sometimes feeling sadder
but sometimes feeling better
last three days were
 thinking of suicide
but today I woke up
at 7:90 pm
tried to call
to wish her luck
phone off.

I went back to sleep
and suddenly
 the world didn't seem
so important anymore…
agony became slow,
slow and then
 usual

it’s the world
agonizing in it's routine


later I woke up again
 feeling unnafected

the mirror was tarnished

                               welcome to loneliness

Wednesday, October 14, 2009

C a s u a l... 

                      O tédio abre os olhos no cotidiano da rua indiferente?


                     o toque do sol 




                                                                                                                           Espanto

                                                                                                             

Saturday, June 13, 2009

umi no soko ni oriteiku machi de

kimi no egao wa midori no kage e kieru

koukai dake ga hanashi kakete kuru

A Crisálida do Cais

Meu amor de longe
‘’Cavaleiro de Madrugada,
(A que em correntes arrastada
Vem pelo berbere de nome Apolo)
Esperei toda a Primavera por ti.’’
‘’Por onde viajaste rei ruivo fogo?’’
(Crente da Cruz crucificado no orgulho)
No cavalo branco rompes o céu surreal
‘’Salvador, Anjo, Messias de Portugal’’
(Só depois de morto, nasceu Sebastião.)
‘’Entre as brumas Ezequiel, Samuel, Saulo, Emanuel!
Nós te reverenciáramos! Nós te sagrámos!
Nós te tecemos através a noite Ulisses Desejado...
Fieis à Esperança que só morria depois de nós
Confiámos ao teu espaço na cama fria
Cada cabelo moreno, cada sonho loiro
O alento, sopro de vida, alma.’’
Meu amor de longe…
O véu tomba
O nevoeiro que te encobre
Liso, azul, livre, aberto
frágil
‘’Meu amor de longe…?’’

Luneta lusitana

O olho sonhador se maravilha cada manhã,

Vê no milagre cíclico milhares de milagres cíclicos

Na sua ausência…

o sol que nasce não rasga as trevas

o sol que nasce não é o Dia

(porque com o sol

não renasce

Portugal)

Requiem


Morte ao Sexo. O mundo acabou

E sem fim…

Meu amor bissexual…perdi-te…

No sentido das coisas

Não soube mais…se…

Foi por gostares do afogo

Do apego do suor ofegante

Da sede das voltas no lençol

Do ultimo instante em que se

comprime um contra o outro

E tudo acaba.

Recomeça.

Meu amor, eu não te vi,

Não pude saber…se…

Foi por não acreditares na

Prisão do corpo desenhado

(Cega a estética da curva delicada)

Por seres idealista e dizeres

Que não vias invólucro antes da alma

E tudo recomeça.

Acaba.

Bissexual…

Eu sou tão térreo.

Não sei o que te fui

Se o beijo me ressuscitou

Para me entregar ao céu

Em Asas de Cera

O sonho nasce e se eleva

Quando morre o Sol

De Coração inflamado

As lágrimas secas de tempo

Bato as asas mais alto

E vejo-te meu amor

Para sempre

No sol que nasce e se eleva…

morre o Sonho

31/05/2009

Tuesday, May 05, 2009

Contigo chegava o dia
Passo a passo
a amanhecer devagar
E tu olhavas-me
sem
palavra

Chegava e seguravas-me a mão
Os olhos encontravam-se
E tu
Sorrias

Sereno e místico
Beijaste-me a testa
E sussurraste-me
Que não olhasse assim

‘’No fundo sabes sorrir’’

E levantaste a outra mão
Cerraste-me as pálpebras

E era de noite

06/10/2008

私の水


As vezes não se pode ser forte

As vezes perde-se a coragem de amar

e nesses momentos

Estamos sós

absolutamente sós

so respiram os deuses
e em
surdina
os nossos
remorsos

Thursday, April 09, 2009

Um

Não sei...
dir-se-ia uma ausência sem questões, seca pelo silencio
estive sempre acompanhado...mas estamos sempre
e estive, estou sempre sozinho
Estive e estou e talvez tenha estado até morrer
E agora seja um fantasma a cismar a vida

porque a solidão destrói o tempo

Da janela que estalou de frio no nosso quarto
o quarto de sempre
no tempo incontável do Inverno
encontro
a meus pés o resto do que pareceu ser

para sempre

Os estilhaços
Vidros cegos,
sempre desajeitados sempre cruéis
cortando carne
bebendo sangue

lembro-me que faltas tu

Voou… aquele que um dia
Brilhava todas as cores divididas

Nele só era a manhã verdadeira

tive saudades tuas
e depois de hoje
continuarei a tê-las...
entre a culpa
nunca estranha por ser
amarga

Tu tinhas dito
‘’se me procurares encontras-me sempre’’

Tinhas dito

Lembro
extenuado de solidão
penso a exalar cansaço
e volto por inspirar frustração

lembro-me que faltas tu

Saturday, March 07, 2009

Na cidade não existe terra, apenas existe poeira.