Olha-a
Será que ainda é tempo?
Será que ela ainda é moça?
Será que ela espera
Na sua torre de safira e jasmim?
Será que ela chora
Num canto do seu jardim?
Sonha-a
Será que, com a lua,
Em encanto ela se desnuda?
Será que ela, em murmurios,
segreda matizes ao horizonte?
Será que ela guarda esperanças
Em borboletas de marfim?
Será que ela procura um vulto
Nas hesitações do amanhecer?
Beija-a
E não lhe perguntes.
