entre um amontoado de cadáveres
eu soube sorrir
entre o fedor mórbido da morte
cantavas tu
como um estandarte firme
insolente frente ao vento
que o quer ferir.
E entre os raios de luz,
de brilho do teu olhar
eu chorava já não sei bem
se de alegria,
admiração
ou agonia
eras livre e eras força
somente essência
e eu era um mutilado,
nem metade do que seria sem sofrer
E no entanto não cegava a tua luz
não sofria o teu valor
eu morria e tu não.
Dezembro 2007
