Guia me atraves desta obscura caverna
Sê a minha luz e o manto que me abriga
Deste frio de inverno que me esmaga.
Sem ti morreria.Como viver sem tua terna voz?
Sê a sagrada e delicada baia de acolhimento.
Faz me esquecer a trovoada,o fulgor do mar.
Leva-me a sonhar,aquece a minha alma:
Traz teu belo sorriso e teu beijo enamorado
Sinto tua falta,como se tivessem arrancado
Um pedaço de mim.Estou triste e cansado.
És aurora que me salva do sono atormentado.
É tao importante saber-se por ti amado...
Por isso,fica sempre a meu lado.
Deixa me manter-te em meu peito...
Em ti repouso meu fardo...minha dor
Nao me deixes nunca só,abandonado.
Saturday, April 29, 2006
Friday, April 28, 2006
Meu destino
Meu destino é sozinho viver
sem tentar meu futuro prever
Irei viajar,para o horizonte navegar
Vou entregar-me sem medo ao mar!
Só sei que haverá uma partida
Sei que de tudo me vou esquecer
Quando sair de casa pelo amanhecer
Vou divagar pelo mar sem guarida
Até que chegarei ao ultimo suspiro
Meu corpo será cinza para o vento levar
Definharei embalado pelo meu mar
Longe de ti,sem nunca te ter amado
sem tentar meu futuro prever
Irei viajar,para o horizonte navegar
Vou entregar-me sem medo ao mar!
Só sei que haverá uma partida
Sei que de tudo me vou esquecer
Quando sair de casa pelo amanhecer
Vou divagar pelo mar sem guarida
Até que chegarei ao ultimo suspiro
Meu corpo será cinza para o vento levar
Definharei embalado pelo meu mar
Longe de ti,sem nunca te ter amado
Tuesday, April 25, 2006
Monotomia
Hoje vou estilhaçar os vidros
Quebrar toda esta monotomia
Ferir meus punhos com fúria
Desafiar o sol que se escondia
Se tivesse asas daqui voaria
Se fosse um veloz gamo,fugiria
Apagaria a tristeza do teu olhar...
Ao, do que me prende,me soltar
Quero gritar ,queimar toda a dor
Pintar o ceu com cores do teu sorriso
Partir a rotina com um beijo,amor!
Partirei de madrugada sem aviso
Vou revoltar-me,tentar mudar
Refugiar me contigo no mar...
Ter tempo para pensar na vida
Pensar em nos;na nossa partida
Ainda nao chegou o dia esperado
Numa aurora rosada hei de te tocar
A ternura do teu olhar feliz vai voltar
Monotomia cairá contigo a meu lado
Antonio ferraz
20/10/2005
Quebrar toda esta monotomia
Ferir meus punhos com fúria
Desafiar o sol que se escondia
Se tivesse asas daqui voaria
Se fosse um veloz gamo,fugiria
Apagaria a tristeza do teu olhar...
Ao, do que me prende,me soltar
Quero gritar ,queimar toda a dor
Pintar o ceu com cores do teu sorriso
Partir a rotina com um beijo,amor!
Partirei de madrugada sem aviso
Vou revoltar-me,tentar mudar
Refugiar me contigo no mar...
Ter tempo para pensar na vida
Pensar em nos;na nossa partida
Ainda nao chegou o dia esperado
Numa aurora rosada hei de te tocar
A ternura do teu olhar feliz vai voltar
Monotomia cairá contigo a meu lado
Antonio ferraz
20/10/2005
Sunday, April 16, 2006
Dia de São Valentim
Fui despertado pelo meu frenético despertador, que gritava para me submergir do mundo do subconsciente. Arrancado dos meus sonhos, perdi de novo o teu doce olhar. A rotina retomara e metodicamente, quase de olhos fechados, dirigi-me a casa de banho, para a chuva fria matinal do meu chuveiro. A agua fria arrepiou-me e estremeci. Voltei para o quarto para me vestir e pegar nos livros para as escola. A medida que caminhava, a névoa espessa ia se dispersando do meu olhar e a luz lucida dos meus pensamentos emergia das trevas como o sol a brilhar.
Hoje tinha tido um sonho fabuloso; sua mao na minha, a minha sereia voltara para me abraçar, mas apenas por alguns segundos no lusco-fusco do levantar-do-sol,enquanto a noite e o dia dançavam e se confundiam, ela fugira do mar para me abraçar. Mas não ia ficar nos meus braços. Ela era uma criatura misteriosa, mágica, de natureza mistica e nao me podia pertencer. Só saudade podia causar pois os breves instantes da sua presença enchiam a minha vida de calor e desejo. Os seus olhos de um azul profundo, continham mais que o céu, mais que o mar. Continham a sua alma. Os seus cabelos morenos fulvos aos raios de sol faziam-me lembrar o Outono; estação da nostalgia e melancolia, ao mesmo mais, o mastro das Naus lusas de outrora; luzindo erecto e orgulhoso, estendendo as velas brancas e a cruz do sangue de Cristo. Ela era, sem duvida algo de milenário e eterno, a sua pele não se enrugava, o seu cabelo nunca perdia a cor e o seu olhar nunca perderia o brilho mantendo aquele feitiço imortal. Ela era a minha ninfa ou talvez mais, era Vénus que tanto os portugueses amara.
Agora que a minha mente retornava ao real, calculava o meu dia, provavelmente monotono; como todos os outros. Mas o meu coração palpitava como se me tentasse abrir os olhos para algo especial. Era dia de S.Valentim. Tinha-me esquecido completamente do acontecimento. De qualquer forma, para mim o dia nao mudaria muito. Desde que a minha Deusa me abandonara, para me visitar so em sonhos, que nao esperava mais que tristeza e solidão no dia dos namorados.
Ela persistia em manter o fogo da saudade no meu peito, como se houvesse esperança...
Uma onda de melancolia varreu-me,e ouvi sua voz , murmúrio preso num búzio da praia.
O dia de hoje apenas realçaria a minha solidão e desespero. Gostava de me soltar dos seus encantos passageiros mas não conseguia. Ela era a bonança. Desde que se deixara perder pelo o seu apelo, pela sua sedução que não conseguia largá-la. Soltara as amarras e partira para a aventura sem hesitar, agora lutava ferozmente contra tempestades e correntes para tentar escapar ao mar. A luta continuava. Entretanto, longe do enredo da imaginação, esperava pelo autocarro ao relento. Porfim, o autocarro chegou e levou-me como o vento leva suspiros.
Os meus pés andavam ritmados; já acostumados ao percurso; mas o meu pensamento divagava, errante à procura de descanço, abrigo.
Sai do autocarro e segui o trilho rotineiro. Desci devagar dos meus sonhos para a realidade, para não os estilhaçar subitamente. Seria cruel e eu nao precisava de sofrer mais.
Preparado para confrontar tudo de sorriso simpatico, tapei a minha face com a máscara fria que se usa como escudo. Nao veriam a minha dor. Arrastei os olhos pelo chão e levantei-os.
Ali estava a minha frente, parada, uma rapariga bela. Meus olhos observavam, maravilhados. Reparei que o seu olhar carregava a sombra de um fardo pesado, como o meu... De repente o meu coração pareceu bater com calor, como se voltasse de um sono profundo. Abri os olhos com mais vivacidade, talvez algum carinho... Então ela saiu daquele transe pensativo. Os seus cabelos morenos, cor das folhas melancólicas de Outono, ondeou pelo ar, varrendo a brisa. Aqueles olhos, serenos como o mar, pousaram e colaram-se aos meus. Vi, então, no luzir daquelas safiras perfeitas, um suspiro de descanso, um sorriso de pura alegria. Corri para a abraçar, para a cobrir com os meus braços e aquece-la. A alegria irrompeu em mim, estridente, como uma criança ao nascer. Envolvi-a num manto de ternura pura. A sombra que pesava no seu olhar apagara-se. O seu sorriso iluminava tudo, caçando as trevas da minha alma. Como era bom o seu abraço... O seu perfume adocicado enchia-me as narinas com um encanto delicioso. Ai! Que suave era a sua pele, mais parecia seda. Queria manter este momento para sempre, este abraço que me aquecia a alma. Sentia o seu coração bater, em harmonia, com o meu; como se houvesse apenas um ser ali, uma vida, uma alma.
Acordei. O meu despertador gritava, frenético. Eram sete da manhâ. Era dia de S.Valentim...
Hoje tinha tido um sonho fabuloso; sua mao na minha, a minha sereia voltara para me abraçar, mas apenas por alguns segundos no lusco-fusco do levantar-do-sol,enquanto a noite e o dia dançavam e se confundiam, ela fugira do mar para me abraçar. Mas não ia ficar nos meus braços. Ela era uma criatura misteriosa, mágica, de natureza mistica e nao me podia pertencer. Só saudade podia causar pois os breves instantes da sua presença enchiam a minha vida de calor e desejo. Os seus olhos de um azul profundo, continham mais que o céu, mais que o mar. Continham a sua alma. Os seus cabelos morenos fulvos aos raios de sol faziam-me lembrar o Outono; estação da nostalgia e melancolia, ao mesmo mais, o mastro das Naus lusas de outrora; luzindo erecto e orgulhoso, estendendo as velas brancas e a cruz do sangue de Cristo. Ela era, sem duvida algo de milenário e eterno, a sua pele não se enrugava, o seu cabelo nunca perdia a cor e o seu olhar nunca perderia o brilho mantendo aquele feitiço imortal. Ela era a minha ninfa ou talvez mais, era Vénus que tanto os portugueses amara.
Agora que a minha mente retornava ao real, calculava o meu dia, provavelmente monotono; como todos os outros. Mas o meu coração palpitava como se me tentasse abrir os olhos para algo especial. Era dia de S.Valentim. Tinha-me esquecido completamente do acontecimento. De qualquer forma, para mim o dia nao mudaria muito. Desde que a minha Deusa me abandonara, para me visitar so em sonhos, que nao esperava mais que tristeza e solidão no dia dos namorados.
Ela persistia em manter o fogo da saudade no meu peito, como se houvesse esperança...
Uma onda de melancolia varreu-me,e ouvi sua voz , murmúrio preso num búzio da praia.
O dia de hoje apenas realçaria a minha solidão e desespero. Gostava de me soltar dos seus encantos passageiros mas não conseguia. Ela era a bonança. Desde que se deixara perder pelo o seu apelo, pela sua sedução que não conseguia largá-la. Soltara as amarras e partira para a aventura sem hesitar, agora lutava ferozmente contra tempestades e correntes para tentar escapar ao mar. A luta continuava. Entretanto, longe do enredo da imaginação, esperava pelo autocarro ao relento. Porfim, o autocarro chegou e levou-me como o vento leva suspiros.
Os meus pés andavam ritmados; já acostumados ao percurso; mas o meu pensamento divagava, errante à procura de descanço, abrigo.
Sai do autocarro e segui o trilho rotineiro. Desci devagar dos meus sonhos para a realidade, para não os estilhaçar subitamente. Seria cruel e eu nao precisava de sofrer mais.
Preparado para confrontar tudo de sorriso simpatico, tapei a minha face com a máscara fria que se usa como escudo. Nao veriam a minha dor. Arrastei os olhos pelo chão e levantei-os.
Ali estava a minha frente, parada, uma rapariga bela. Meus olhos observavam, maravilhados. Reparei que o seu olhar carregava a sombra de um fardo pesado, como o meu... De repente o meu coração pareceu bater com calor, como se voltasse de um sono profundo. Abri os olhos com mais vivacidade, talvez algum carinho... Então ela saiu daquele transe pensativo. Os seus cabelos morenos, cor das folhas melancólicas de Outono, ondeou pelo ar, varrendo a brisa. Aqueles olhos, serenos como o mar, pousaram e colaram-se aos meus. Vi, então, no luzir daquelas safiras perfeitas, um suspiro de descanso, um sorriso de pura alegria. Corri para a abraçar, para a cobrir com os meus braços e aquece-la. A alegria irrompeu em mim, estridente, como uma criança ao nascer. Envolvi-a num manto de ternura pura. A sombra que pesava no seu olhar apagara-se. O seu sorriso iluminava tudo, caçando as trevas da minha alma. Como era bom o seu abraço... O seu perfume adocicado enchia-me as narinas com um encanto delicioso. Ai! Que suave era a sua pele, mais parecia seda. Queria manter este momento para sempre, este abraço que me aquecia a alma. Sentia o seu coração bater, em harmonia, com o meu; como se houvesse apenas um ser ali, uma vida, uma alma.
Acordei. O meu despertador gritava, frenético. Eram sete da manhâ. Era dia de S.Valentim...
Friday, April 14, 2006
Mais bela que as palavras
Hoje passei pela tua rua sob o luzir do luar
E toquei à campainha da habitual casa branca
Preciso de encontrar, ouvir tua voz ressoar
Sabes que o meu coração é teu e tu és minha
A luz da vela, escrevi inumeráveis cartas
Cartas de amor, cartas a pedir o teu perdão
Cartas feitas com pedaços do meu coração.
Com tua beleza escrevi mais de mil serenatas!
Sabias que te adoro mais que tudo?
Não ha ninguém que te ame mais que eu
Se fixares bem meu olhar verás que sou teu
Es a musa de todos meus versos e poemas
Gostava de te dizer o quanto és bela
Cada rosa branca do teu delicado espirito
Cada curva desse corpo por mim desejado
Mas Deus não deu inteligência ao mortais
Para inventarem palavras para te descrever
E toquei à campainha da habitual casa branca
Preciso de encontrar, ouvir tua voz ressoar
Sabes que o meu coração é teu e tu és minha
A luz da vela, escrevi inumeráveis cartas
Cartas de amor, cartas a pedir o teu perdão
Cartas feitas com pedaços do meu coração.
Com tua beleza escrevi mais de mil serenatas!
Sabias que te adoro mais que tudo?
Não ha ninguém que te ame mais que eu
Se fixares bem meu olhar verás que sou teu
Es a musa de todos meus versos e poemas
Gostava de te dizer o quanto és bela
Cada rosa branca do teu delicado espirito
Cada curva desse corpo por mim desejado
Mas Deus não deu inteligência ao mortais
Para inventarem palavras para te descrever
Por teu olhar navegar
Os teus olhos contêm todo o nosso sereno mar.
Os meus(são espelho eterno dos teus) suspiram
Deixa-me navegar até aos confins da tua alma ...
Vem! Perde-te comigo neste sonho que é amar!
Os meus(são espelho eterno dos teus) suspiram
Deixa-me navegar até aos confins da tua alma ...
Vem! Perde-te comigo neste sonho que é amar!
Para mim
Podes não ser mais que um segundo
Perdido na vasta eternidade do tempo
Tua voz não é mais que um sussurro ao vento
Mas para mim es única, para mim és o mundo
Pinta o teu arco-íris, dá-me a tua voz
Grita a tua dor, liberta-te do teu fardo!
Deixa me rodear-te com meus braços...
Canta a tua vida, respira este nosso amor
Sorri sem medo, vê o esplendor da aurora
Esquece as magoas. Abraça-me, chegou a hora!
Dorme meu anjo, sonha com teu coração
Lembra te de nós, minha mão na tua mão...
Perdido na vasta eternidade do tempo
Tua voz não é mais que um sussurro ao vento
Mas para mim es única, para mim és o mundo
Pinta o teu arco-íris, dá-me a tua voz
Grita a tua dor, liberta-te do teu fardo!
Deixa me rodear-te com meus braços...
Canta a tua vida, respira este nosso amor
Sorri sem medo, vê o esplendor da aurora
Esquece as magoas. Abraça-me, chegou a hora!
Dorme meu anjo, sonha com teu coração
Lembra te de nós, minha mão na tua mão...
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