Se ,um dia, eu te beijasse acordaria
Deste desejo,desta louca fantasia
E a dor seria como um punhal cravado
No meu coração de sonhos moldado
Nas trevas abismais do sonho quebrado
Cada uma das minhas lagrimas correria
A minha face, a minha alma se perderia
Nas memorias do nosso amor inacabado
E assim pouco a pouco definharia
Como uma flor que não viu a luz do dia
Chorando, resignado a minha sorte:
Sem nada, nem esperanças, nem alegria
Vendo o tempo a voar com melancolia
E a pensar: ‘A tua vida é a minha morte....’
10/2006
Sunday, October 08, 2006
Procurei-te entre os destroços
Fui procurar-te entre a areia da praia
Passei ao lado das casas destroçadas
Caminhei entre defuntos pelas estradas
No horizonte o sol da esperança raia
Preferia estar contigo entre os mortos
Iriamos juntos para o paraiso
Deixariamos nossos miseraveis corpos
E lá um belo mar esperaria liso
Voltei pelas ruas do luto
Para as quais agora permuto
Perdi-te para nunca mais te ver
Não há pior tortura para algum ser
Terrivel mar para tantas mortes causar
Oiço ao longe o choro das crianças em vão
E entre as cinzas e os cadaveres, jaz meu coração
Quando morrer, voltarei para te amar
(as vitimas do Tsunami de 2005)
Passei ao lado das casas destroçadas
Caminhei entre defuntos pelas estradas
No horizonte o sol da esperança raia
Preferia estar contigo entre os mortos
Iriamos juntos para o paraiso
Deixariamos nossos miseraveis corpos
E lá um belo mar esperaria liso
Voltei pelas ruas do luto
Para as quais agora permuto
Perdi-te para nunca mais te ver
Não há pior tortura para algum ser
Terrivel mar para tantas mortes causar
Oiço ao longe o choro das crianças em vão
E entre as cinzas e os cadaveres, jaz meu coração
Quando morrer, voltarei para te amar
(as vitimas do Tsunami de 2005)
Wednesday, October 04, 2006
Soneto do fim
Estou tão sozinho, triste e esgotado
Nunca saberás como é viver assim
Como sem nenhum futuro ou passado
Sem saber porque estou aqui, porque vim...
Como se um livro vazio, intocado
E sem vida, sem auroras carmesim
Sem história, à solidão condenado
Só, entre as doces magnolias do meu jardim
Só estas aqui tu, só a ti te vejo
Num olhar que já falha, moribundo
És segura e viva...como te invejo!
Esperando receber o teu beijo
Como uma despedida deste mundo
Sonho enovoado o meu ultimo desejo
Nunca saberás como é viver assim
Como sem nenhum futuro ou passado
Sem saber porque estou aqui, porque vim...
Como se um livro vazio, intocado
E sem vida, sem auroras carmesim
Sem história, à solidão condenado
Só, entre as doces magnolias do meu jardim
Só estas aqui tu, só a ti te vejo
Num olhar que já falha, moribundo
És segura e viva...como te invejo!
Esperando receber o teu beijo
Como uma despedida deste mundo
Sonho enovoado o meu ultimo desejo
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