Thursday, December 12, 2013
Alguém a quem o cotidiano, ainda que opressivo, acorda
- dando a espreitar os seus estranhos detalhes
a sinfonia dos seus desencontros
e o silêncio das suas coincidências
Vês também -
a diligência tem um
preço
a revolta tem um
preço
Nao ha caminhos sem sofrimento
Sem cordas que nos alicam
a amarrar-nos a nós mesmos
Sem pontes que nos segredem
o amor cansado que tem
as aguas de que se distanciam
o intenso desejo que tem cada dia
de saltar
- dando a espreitar os seus estranhos detalhes
a sinfonia dos seus desencontros
e o silêncio das suas coincidências
Vês também -
a diligência tem um
preço
a revolta tem um
preço
Nao ha caminhos sem sofrimento
Sem cordas que nos alicam
a amarrar-nos a nós mesmos
Sem pontes que nos segredem
o amor cansado que tem
as aguas de que se distanciam
o intenso desejo que tem cada dia
de saltar
Wednesday, December 11, 2013
She always wrote the date
on which she turned the last page,
so that each book was marked with its exit.
A simple date at the last page
so that she may place each story
correctly within her own.
He couldn't.
There was something old,
Foolishly sacred or immaculate about a book.
It seemed the kind of object to him that could never really be owned.
And yet there was no other object he so fancied to collect,
perhaps in his mind capture, as if one day
upon his departure his final breath
could unleash the stories and see them fly as butterflies from the shelves
finally free from the memories he had so tenderly held them with,
free from all the words he had never dared lay on them and yet
had echoed through his unoteful life.
Hoje de manhã...
Hoje de manhã pareceu-me que a Arte e o Sexo tem muitíssimas semelhanças.
É se fácil ser ridículo (no maior salto para a beleza)
É se fácil agradar um pouco (como uma onda ligeira)
É se frequente querer originalidade (e por vezes encaixar nisso algo certo)
É se raro atingir aquilo a que se pode chamar verdade…
Todo o processo no entanto estranha e inexplicavelmente vale a pena
Not knowing which cure to seek
Not knowing which cure to seek
I
drag
this
body
through the streets
of
an
empty city
that
I have created
within
me
through
this
abandoned void
ceaseless
souls
wander
without
finding
I
drag
this
body
through the streets
Gesture
of
hate
tedium
terror
that
I
can not escape
sure
inside of
the eternal
step
that is
solitude
In
an empty city
unclosable
dull eyes
scars,
distant silhouettes
where
the sun wintered
forever,
burning
(Labyrinth)
that
I
have created
To
lock myself
In
the time
for
demons
to
laugh
slowly
Within
me,
evicted,
Insanity
and
sense
averse
for
just
one
little
truth
Through
this
abandoned void
Free,
clean, hollow craze
Unreachable
and
mute
Amongst
the
thousand faces
of
one
fall
ceaseless
souls
won't
stop
passing
trips
without
stalling
know
how to track
slow
motion
They
wander without
finding
impossible
smiles
pollute
the air
Not
knowing
which
cure
to
seek.
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Sem saber que cura procurar
Arrasto o corpo pelas ruas
duma cidade vazia
que criei
em mim
Por esse vão abandonado
Almas incessantes
vagueiam sem se
encontrar
Arrasto o corpo pelas ruas
Gesto do ódio tédio terror
de que não posso escapar
interior certo desse passo
eterno que é sózinhar
Numa cidade vazia
de olhos baços incerráveis
cicatrizes, siluetas distantes
em que o sol se invernou
para sempre, a queimar
(Labirinto) que criei
Para me trancar
No tempo dos démonios
se rirem devagar
Em mim corridos
Loucura e senso
avessos por uma
pequena verdade
Por esse vão abandonado
Livre, limpo, oco, desvairo
Inálcançavél e mudo
Entre as mil faces
de um falhar
Almas incessantes
não deixam de passar
viajens sem paragem
sabem acompanhar
a câmara lenta
Vagueiam sem se
encontrar
Sorrisos impossíveis
poluem o ar
Sem saber que cura procurar.
Enquanto o meu mundo gira fora de órbita
Tolos de lápis de carvão gigantes
Perseguem rasgando-me a ponta dos olhos
Com os edifícios dos seus des-sentidos
Vão cobrir o horizonte
Encher o céu de cantos
converter as longitudes
a um dissabor de betão
Cruas e infertéis barreiras ao sonho
toldando o homem do Mundo
almofadas de cinza como cárceres
de nos chegar o sol inteiro
dum Novo Dia.
Tolos de lápis de carvão gigantes
Perseguem rasgando-me a ponta dos olhos
Com os edifícios dos seus des-sentidos
Vão cobrir o horizonte
Encher o céu de cantos
converter as longitudes
a um dissabor de betão
Cruas e infertéis barreiras ao sonho
toldando o homem do Mundo
almofadas de cinza como cárceres
de nos chegar o sol inteiro
dum Novo Dia.
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