Friday, December 30, 2011

Rede

 
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vem para a rede baloiçar
ao meio sol meia sombra
e traz as tuas palavras
e lê-mas
como se a passagem
para um outro mundo
donde ninguém sabe
quando se há-de voltar

Sunday, August 07, 2011

Maybe
if I run with my eyes closed
if I drift to what the sail sets

Maybe
if I simply get lost

I'll find
myself
Quando é que o mar de rosas se troca para mar de silvas?

Monday, July 18, 2011

Passos do Barqueiro

Bateu a porta sem entrar
Como que para avisar
Que fora estava a esperar

Bateu a porta devagar
Talvez para fazer lembrar
Que a porta não se pode fechar

Bateu a porta sem entrar
Para ouvir a casa levantar

Bateu a porta devagar
Como se o oceano a chamar

Bateu a porta sem entrar

E acordou a alma ao Aproximar.

Tuesday, April 26, 2011

"Futuros amantes, quiçá

Se amarão sem saber

Com o amor que eu um dia

Deixei pra você"

Tuesday, March 29, 2011

Not to fall asleep


Close your eyes; not to fall asleep.
still open doors hide mirrors deep

the soft consoling fingers exploring me
can't shut the burning black sunlight

through your lips secrets flow
to hold resurrection at bay

Plateado


En las olas
las estrellas y lunas
crescen y explotan
dejando saltar por el aire
sus suenos...

Sueltos a la deriva
van vagando

Vagando...
hasta a oidos secretos
para que sean bebidos
y por bocas intocables
en tu imaginacion
Renacer

2.

 Já e' meia noite Já e' meia noite
Como uma Cinderela de carne e osso
Não saio dos teus braços de regoço
Giro e giro como se a sobrevoar
A rente verdade do tempo me agarrar


Não corro e deixo o ponteiro engasgar

1.


A noite entre todos discreta
vai querendo caminhos
em que nao me tem
procura sentidos que eu calei

?


“Toda a gente se habitua a andar com ferros na boca”

Vitimas dos Ideias


Ambos vitimas dos ideiais
Demos as maos aos espiritos ancestrais
Sombras dos nossos primeiros beijos
E amamonos alem de nos mesmos

Demos as maos ao espiritos ancestrais
Fantasmas escarpando-nos as costas
Como quem dorme, como quem sonha
Uma manha inteira, uma vida a dois

Amamos bem mais do que eramos
Acendendo estrelas desaparecidas
Com o fogo de dimensoes desconhecidas

... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... 

Falling Out


Falling out of love with you
Oh what a pretty short story we had

Wake in the morning fast into
a new mood of hesitating skies
Will the sun shine through?

There's a red kiss mark.
My neck still remembers
Last night. Blur and Tide

Falling out of love with you
Oh what a magic deep fall we had

New Spirits inside this body
Planned dreams of their own
For my faltering eyes

There's a strange blue mark
My mind forsakes and loves
Last moons, times out of time

Falling out of love with you
Oh what a pretty short story we had

(hollowed out another lie)

Walk down


Oh baby come down to meet me
Tonight
To walk the streets of disenchantment
And see the starts that faded...
Pass by the memories silent still
Lingering for a new day,

Side by side, we,
Long known strangers.

Old Rooms


Ghost alight and we are dead.
(Shadows run like spiders
in my head)

Monday, March 14, 2011

Vanilla Sky

Porque não há nenhuma noite que nos espere
Porque tudo é apenas um sonho que se repete e reconstrói
que se repete e reconstrói
Constante armadilhagem de acordar para dentro do mesmo sonho
Cruel engenho de tudo se pervadir de novo em escuridão
Nunca se acorda nunca se acorda
Nunca se acorda


(Antes de estoirar a espinha no chão.)

Friday, March 04, 2011

Night comes and hides
the good and the bad,
the lovers and the thieves
all but shapes sounding
throughout darkness
like ghosts
unconceivable.

Alone somewhere
we murmur to
the shadows overstretched
and somehow
we are all together
kissing and killing
that which we cannot see...

(and secretly long to love...)

Tuesday, February 08, 2011

(...)

"Não era por fome; era por carência" 

Friday, February 04, 2011

Bin-side

Meu peito de novo
Engelhado caiu
Como um poema
que se falhou


No chão 
de um mau tiro
devagar vou-me
Abrindo ao céu


A tinta espalhada
seca desconhecida


Na face esborratada
da beleza que chorou


luz fraca
quem de novo
o meu peito
amachucou

Monday, January 31, 2011

Um dia...

Um dia disseste
Talvez... um dia
nao precisemos de palavras
e tudo seja simples...”

E eu acreditei.

Estirei o corpo ao crepúsculo 
e fiz a cama 'a esperança quieta
de uma solidão abrupta

Pouco a pouco
a noite viu-me dar voltas
e a cama discreta e devagar
a engelhar velhos sonhos

Pouco a pouco
o sol foi deixando de queimar
ao entranhar o não chegar
do dia da magia despontar

Pouco a pouco
foi-se desenhando no peito
o desacreditar das asas
desse amor por acordar

Um dia disseste...
E eu tentei proteger-me
de querer acreditar.

Ate' um dia
tu voltares.

Sunday, January 30, 2011

.

Todas essas marcas que fizeste
ainda queimam
Por baixo da pele pintada
meses de sangue pisado

E ve^s no mundo tanta cor
(Em mim tanta sombra cinza)
Diz, por que me amas?

Para que me queres outra vez?

Com medo de mexer o que ficou
Estático no quarto dos corpos nus,
De por outra musica e outro cheiro

Sera' que quando se abrir uma janela
Tudo vai de novo desaparecer?

As marcas que me fizeste
queimam
Mas eu não as quero
deter  

_

Vamos fazer tudo aquilo que não deviamos
Só pelo prazer de saber que tudo está errado
E que somos verdadeiramente irrecuperáveis

-Im paciência

(Essa luz que seguras
Espraiando entresombras
Dimensões insondáveis

Não sei o que é...

O que será quando soltar?
O que há de fazer
ao tocar?

Não tento adivinhar
Há pouco
Aprendi a esperar.)

Friday, January 14, 2011

Lincei

And then she saw
My yellow eyes,
Loosed by the sun.
And she asked

How?

The eyes were brown
So I kissed her
And we both
Became
Lynxes

Uma pequena criatura obesa
hoje sentou-se diante de mim
Num autocarro de meio sol

Envergando uniforme dum time maravilha
O moleque sentado e quase irrequieto
assobiava com uma boca em U
(e sem som)

Fitava nalgum tempo de vidro
uma coisa em que era sozinho


No banco de tras os pais discutiam

E entre as ironias que me trilhavam a flor da pele
Senti a Tristeza chamando-me a mao

Mas o pequeno continuou sem ver.

Sorrias

Entre uma noite profunda
Vieste no sol nascer
E sorrias

Entre as Trevas
O teu esparso renascer
Um novo homem.
Sorrias

Segui-te pouco acordado
fora das paredes
Tu sorrias.

Encontrei-o casual
no seu rosto sem saberes
Numa calma certeza
Sorrias

Entre uma noite antiga
Vi-te o sol nascido
E sorria

Entre as Trevas
Tudo o que tinha sido
Um velho toque
Ainda sorria

Segui-me pouco acordado
De volta as paredes
alguém sorria



Encontrei-me surreal
Na cama sem amanheceres

onde louco me lembrei


Como sorria(s)


 Novembro 21

Itaipu

Há no Rio uma pedra que canta.
Chama-me a nadar. Chama-me a nadar.
Há no Rio uma pedra que canta.
Chama-me a saltar. Chama-me a chegar.

Há no Rio uma pedra que canta.
Uma sereia quieta me vai afogar
Nos seus lábios fazer-me água
Para cantar. Para cantar
Essa sombra que vai jogando
Devagar um samba discreto
entre os pares de namorados
que se beijam com sede e sem conta
Daquilo que vai além do instante

Essa sombra de gingado quase quieto
De prazer calado e secreto
Entre o mundo quente e afável
Que se troca e volta em mil vezes
Dentro de cada eterno instante

Essa sombra que até bebâda ninguém vé
Dada sorrida a um velho sofrer
entre a noite de luz desatenta e fraca
vai-se soslaiando de bar em bar
procurando o irrepetível instante

Em que morreu

Iguassu

No estalar dos saltos de anjos
A tempestade confunde qualquer
Que queira espiar a queda

Névoa envolve o grito da passagem
As águas respondem ao atrevimento
Viram-se e revoltam-se  e lembram
A morte que há na vida

Que prova incrível…
De que a beleza esteja na imperfeição
De que tudo se trate não de fazer completamente
Mas sim de deixar feito até ao momento que se deve cristalizar
(mesmo que não dure)
Cataratas.

Wednesday, January 12, 2011

Tortura


Em cada silhueta de mulher o teu passo
O anseio da tua face escondida
desfazendo-se ao chegar perto

(e a vergonha calada
e meiga da loucura
insiste e insiste)

Em cada silhueta feminina que vem
A esperança cresce a convicção
“Vens tu, vens tu”

E no meio de tanta gente
incalculada
caminha pouco a pouco
a espantada certeza
da solidão