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Friday, January 14, 2011

Sorrias

Entre uma noite profunda
Vieste no sol nascer
E sorrias

Entre as Trevas
O teu esparso renascer
Um novo homem.
Sorrias

Segui-te pouco acordado
fora das paredes
Tu sorrias.

Encontrei-o casual
no seu rosto sem saberes
Numa calma certeza
Sorrias

Entre uma noite antiga
Vi-te o sol nascido
E sorria

Entre as Trevas
Tudo o que tinha sido
Um velho toque
Ainda sorria

Segui-me pouco acordado
De volta as paredes
alguém sorria



Encontrei-me surreal
Na cama sem amanheceres

onde louco me lembrei


Como sorria(s)


 Novembro 21

Tuesday, November 16, 2010

Sol de Novembro

Foste mais que um lugar


E se te pudesses lembrar

Soprarias o ultimo beijo.

Fruto dos tempos por acabar,

Dos sonhos vagabundos,

Que por ai andam errando

A mirrar.



Sol de Novembro.

(E' dificil acordar)

Saturday, November 06, 2010

Quero escrever
Olhando o que pisca no horizonte
Desafiar os espelhos inversos
das luzes apagadas e deixar
falar todas as vozes da minha
face secreta
Mais longe da tinta secar
quero tirar o tempo à Noite

Vejo no breu os candeeiros a falhar
(chegou a altura de abrir a porta
que se quis trancar)
desligo amor de amar
E sem aperceber sombras de corpos
a festejar, a despertar, a deslizar
Dou o passo entre a falésia e o mar.

Sunday, October 31, 2010

Why must I meet the ghosts of love?
And why must I haunt the places where love was born?

For it is gone. It is gone.
(but the echos seem to last)

Why pretend there'll be a chance for goodbye?
And why pretend pretend there were no lies?

For it is done. It is done.
(but the heart doesn't pace as the mind)

Wednesday, October 27, 2010

Hábito das manhas

Assim se faz o hábito das manhas
De sufocar os sonhos com a almofada
Sonhos vivem por si e crescem sem hesitação

Mas o mundo não os segue
E assim se faz o habito das manhas
De derreter os Icaros da estação