É aqui, entre os pinheiros mansos e os sobreiros
Que encontro o meu refugio, em silencio e paz
E esqueço a dor, as magoas que minha alma traz
Perdido no meio do correr de anos inteiros…
Sentado numa destas pedras, testemunhas ancestrais
Esqueço o amor frustrado que fere o meu coração
E sonho com as fantasias de quem não sofre mais
Mas ao acordar, sei que é apenas a minha imaginação
Contemplo a alta cruz que ilumina a paisagem
E surge perante meus olhos tão bela imagem
Sou eu, criança outra vez, correndo os olivais
Sorrindo, brincando, imitando os meus pais
Onde vai o tempo dos sonhos sem barreiras?
E onde estão as tuas carícias feiticeiras?
E agora que perdi tudo aquilo que quis
Só me resta viver esta irrealidade feliz
25/08/2006
Saturday, August 26, 2006
Saturday, August 12, 2006
O vento levou
Num dia de céu tão profundo quanto teu olhar
As arvores com folhas tristes de Verão
Teus olhos castanhos no vazio a declamar
As desventuras e magoas que sofres no coração
Ao conhecer-te o vento parou para t’ouvir falar
E tuas doces palavras no âmago levou
E ao suspirar longe deste lugar, tua voz deixou.
E o teu cântico de sereia a muitos fez sonhar
As arvores com folhas tristes de Verão
Teus olhos castanhos no vazio a declamar
As desventuras e magoas que sofres no coração
Ao conhecer-te o vento parou para t’ouvir falar
E tuas doces palavras no âmago levou
E ao suspirar longe deste lugar, tua voz deixou.
E o teu cântico de sereia a muitos fez sonhar
Onde foi o meu amor?
Onde foi parar o meu maravilhoso amor?
(Cavalos negros livres galopam solitarios
Sobre palido luar,sobre a chuva prateada
Perdem-se entre o nevoeiro e a noite escura)
Que aconteceu aquele meu amor tao bento?
Sem duvidas,tão seguro,tão cheio de calor...
(Andorinhas abrem as asas pretas ao vento
Voam sobre o horizonte, fogem para o equador)
Que farei sem o amor que sorria ás nossas vidas?
(Minhas perfumadas laranjeiras morreram,cada flor
Emoreceu com o frio, cada uma perdeu a sua alba cor
E as petalas no chao, foram varridas, no vento perdidas)
(Cavalos negros livres galopam solitarios
Sobre palido luar,sobre a chuva prateada
Perdem-se entre o nevoeiro e a noite escura)
Que aconteceu aquele meu amor tao bento?
Sem duvidas,tão seguro,tão cheio de calor...
(Andorinhas abrem as asas pretas ao vento
Voam sobre o horizonte, fogem para o equador)
Que farei sem o amor que sorria ás nossas vidas?
(Minhas perfumadas laranjeiras morreram,cada flor
Emoreceu com o frio, cada uma perdeu a sua alba cor
E as petalas no chao, foram varridas, no vento perdidas)
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