É aqui, entre os pinheiros mansos e os sobreiros
Que encontro o meu refugio, em silencio e paz
E esqueço a dor, as magoas que minha alma traz
Perdido no meio do correr de anos inteiros…
Sentado numa destas pedras, testemunhas ancestrais
Esqueço o amor frustrado que fere o meu coração
E sonho com as fantasias de quem não sofre mais
Mas ao acordar, sei que é apenas a minha imaginação
Contemplo a alta cruz que ilumina a paisagem
E surge perante meus olhos tão bela imagem
Sou eu, criança outra vez, correndo os olivais
Sorrindo, brincando, imitando os meus pais
Onde vai o tempo dos sonhos sem barreiras?
E onde estão as tuas carícias feiticeiras?
E agora que perdi tudo aquilo que quis
Só me resta viver esta irrealidade feliz
25/08/2006
Saturday, August 26, 2006
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