Wednesday, December 22, 2010

''Que a noite é criança
  Que o samba é menino
   Que a dor é tão velha
                                     que pode morrer...''
Como o Mar testemunha, há na multidão (ou seja sociedade) uma força de arrasto silenciosa e forte. 


(Mas que diabo foi que primeiro empurrou???)

Para Chegar à casa onde estou

Para chegar à casa onde estou
É preciso trilhar um caminho
Que ninguém sabe indicar

Para chegar à casa onde estou
É preciso abandonar-se
Ao vento sem lhe pedir
Se algo há-de voltar

É preciso já não saber amar
Querer apenas outro lugar
Onde sozinho respirar
Buganvílias beira mar.

É preciso ser-se louco
Ao ponto de nada esperar
E em nada tudo encontrar

Querer apenas outro lugar
Fugir constante ao acertar
De velhos sonhos confiantes

Querer apenas outro lugar
Para sonhar a cada instante
E saltar de dentro duma queda
Para outra dimensão do mar

Para chegar à casa onde estou
É preciso trilhar um caminho
Que ninguém sabe indicar



(Sai de noite, não olhes e não pares até me encontrar)

Rota Praia

(...) Quando a noite caiu
a areia deixou de ter nomes.
As etrelas fizeram-me
outro alguém
de um espírito mil cores.



(não sei onde fiquei)

Lembrete

A quem se gastou na sábia cobardia
de se esconder da chuva
Rezo o prazer nu e forte da união
de noite a um mar
silencioso, irrequieto e inabálavel
Sol que espera
Sol que morre
Diz-me.Que dia foi?
Quando chega hoje?

(Solta a voz que fechas
E dá velas ao amanhecer)

Mademoiselle

De cara bonita e alma podre
Saltos suportam a nanitude
Baton pinta em solicitude
uma palidez antiga, desinteressada.
(mas há quem ouse chamar-lhe requintada)
Um cavalo sujo e esfarrapado
fita o por-do-sol
sozinho na cidade.

Velho e gasto fita alheio e imobilizado
um horizonte que acorda
para adormecer.

Tudo passa.
(ele não importa para quem não está parado)

Sem crina sem lustro ergue-se altivo.
Um crespúsculo dentro de um sonho acordado


Uma verdade explosiva, imóvel e acabada.
Em meio dia uma grávida vestida
De luto na Rua do Comércio

Calças e t-shirt curta e usada
Deixam o fundo do seu ventre descoberto
Entre os seios pendendo um sinal
Leva escrito ''Ouro''

Coroando, dois olhos de âmbar cansado
E cigarro meio vida, meio apagado

Em meio dia o desespero reencarnado
apregoava na Rua do Comércio



Entre a multidão, imunda, imensa, meia inerte
(o tempo não pára.)
''Sem motivo, e forte''

Tuesday, November 16, 2010

Sol de Novembro

Foste mais que um lugar


E se te pudesses lembrar

Soprarias o ultimo beijo.

Fruto dos tempos por acabar,

Dos sonhos vagabundos,

Que por ai andam errando

A mirrar.



Sol de Novembro.

(E' dificil acordar)

Monday, November 08, 2010

"She will break your heart"

As it falls through the red and brown
The sky commences the earth
she will break your heart”

And I am bathed in beauty
For it kills so slow
Oh darling”

The homegone and the secret land
And the woods of black and
White still hands
you shall break my heart”

All of words have lost their stand
So smile goodbye to this one last chance
oh darling, why?”

But now I bathe in beauty
Time walks by
Oh darling break my heart tonight”

Dezembro 2009

Saturday, November 06, 2010

Quero escrever
Olhando o que pisca no horizonte
Desafiar os espelhos inversos
das luzes apagadas e deixar
falar todas as vozes da minha
face secreta
Mais longe da tinta secar
quero tirar o tempo à Noite

Vejo no breu os candeeiros a falhar
(chegou a altura de abrir a porta
que se quis trancar)
desligo amor de amar
E sem aperceber sombras de corpos
a festejar, a despertar, a deslizar
Dou o passo entre a falésia e o mar.

Sunday, October 31, 2010

Festejado

Raspando-me no lodo
Sujo
o corpo vasto e vão
do bêbado que tropeçou
e partiu o coração
Rastejo rés-terra
danço
Em proclamação
da gloria profana e total
De estar sozinho
Sensual na perdição
Atravesso
A noite de costas torcidas
No prazer de renegar
Um Sentir
Voltar
É
Amanha
Why must I meet the ghosts of love?
And why must I haunt the places where love was born?

For it is gone. It is gone.
(but the echos seem to last)

Why pretend there'll be a chance for goodbye?
And why pretend pretend there were no lies?

For it is done. It is done.
(but the heart doesn't pace as the mind)

Uno mas

"Um ano mais
E neste podes saber que passo
Um passo mais perto do teu.
Um ano mais
Mas que idade tem a alma?
E que importam os relógios
Se os ponteiros só contam o que nunca esteve em ti?
Um passo mais e dizem que de longe 
Se aproxima a morte...
Mas que idade tem a alma?
O importante é que corre
(E se alguém souber...
pode juntar-lhe agora
um ano mais) "

Saturday, October 30, 2010

Por mundos diferentes caminho
Sou quem não sabe os passos que dá
Entre os teus olhos e o que acendem
Entre o frio de retomar a solidão


Sei que não me queres mais
Não compreendo onde me deixaste
Não vejo quando me desfizeste em ti
Mas não quero acreditar

Digo-te que me salves
Tu nem passo alteras...  
O teu tempo comum vale mais
Que entrar no meu espaço perdido

Quiseras beijar-me outra vez
Pudera sentir os teus dedos
As tuas costas em suave retiro
Os teus lábios em delírio
E fora suficiente para nunca mais te amar.

Mas por mundos diferente caminho
Edifiquei-te em mim acima do sopro
E o vento não te consegue levar
A Palavra em que me nasceste



  

Entre Inocência e Insensibilidade
Me cravas mais palavras para abrir
Ao ar a ferida
No poema que nunca escreveste
Na corajosa estupidez do beijo a que não te rendeste

Gosto do teu jeito de levar o mundo no regaço
De como queres fazer de tudo o teu poente luzidio
...E me desfazes sem me tocar
I'm falling to pieces
(Don't catch me now)

I have loved you to much
(Some left kiss burns)

I'm left as cold ashes
(Don't ever look)

I have waited until
 (No morning was blue)

Loneliness came

Acontece

Não lhe digas mais
Não te lembres do que queres

Acontece

Não há que explicar
Que o amor morra

Wednesday, October 27, 2010

Hábito das manhas

Assim se faz o hábito das manhas
De sufocar os sonhos com a almofada
Sonhos vivem por si e crescem sem hesitação

Mas o mundo não os segue
E assim se faz o habito das manhas
De derreter os Icaros da estação

(Salsa)

Ha um som que ecoa e atravessa
Uma lua calma e avessa
Que ritma os teus olhos semicerrados
Sobre o sorriso que abre a promessa
De um novo passo;

Ha um balanço que joga sem parar
E leva duvidas, memorias, esperanças
A dançar.

Ha um jeitinho nesse (falso) entregar
que prevê que me vais magoar

(Quem me dera não querer acreditar)

Acorda Menina Linda

Acorda, menina linda
Vem oferecer
O teu sorriso ao dia
Que acabou de nascer
Anda ver que lindo presente
A aurora trouxe para te prendar
Uma coroa de brilhantes para iluminar
O teu cabelo revolto como o mar

Acorda, menina linda
Anda brincar
Que o Sol está lá fora à espera de te ouvir cantar
Acorda, menina linda
Vem oferecer
O teu sorriso ao dia
Que acabou de nascer
Porque terras de sonho andaste
Que Mundo te recebeu
Que monstro te meteu medo
Que anjo te protegeu
Quem foi o menino que o teu coração prendeu ?

Acorda, menina linda
Anda brincar
Que o Sol está lá fora à espera de te ouvir cantar
Acorda, menina linda
Vem oferecer
O teu sorriso ao dia
Que acabou de nascer
Anda a ver o gato vadio
À caça do pássaro cantor
Vem respirar o perfume
Das amendoeiras em flor
Salta da cama
Anda viver, meu amor

Acorda, menina linda
Vem oferecer
O teu sorriso ao dia
Que acabou de nascer

Maçã de Junho

És a estrela da alvorada
E a madrugada junto ao cais
És tudo o que eu vejo em ti,
És a alegria e muito mais
És a minha maçã de junho
És o teu corpo e o meu
Amo-te mais que à vida,
Que a vida sem ti morreu

És a erva perfumada,
Debruada a girassóis
O trago do café quente
Nas manhãs entre lençois
És a minha maça de junho
E a minha noite de verão
Anda, vem comigo,
Vamos,dá-me a tua mão

És o encontro na estrada,
És a montanha e o pôr do sol
O vinho bebido em festa,
És a papoila e o rouxinol
És a minha maça de junho
E a minha estrela polar
Sem ti eu não tenho norte,
Sem ti eu não sei amar.

Saturday, July 31, 2010

Drifting

(Careful)


If you don't want me
You'll lose me


Fate won´t have us...
If you don´t hold me


I won't know
If you love(d) me secretly

I said I miss you
(but you did not kiss me)

Tuesday, July 20, 2010

(Sombras desfeitas)


E o velho pinheiro deixou de ser...
Aquele que baloiçando alumiou frinchas das minhas sombras

Foi de ter ido tão alto.
Além alcançou
Um outro sabor de azul

Foi dessa loucura de crescer tão alto
Nós debaixo da frescura das asas
E ele lá longe experimentando voar

Um Mastro-navio pronto a navegar
Um caminho tortuoso e magoado
Tantas histórias por contar

Morreu não de velho
Mas da loucura de tanto altear

O Mundo trouxe-o ao chão
Pedaço a pedaço ficou para lenhar

Do Sonho?
Meio metro de altura para alguém se lhe sentar
Por baixo, escondidas na terra,
Raízes longas, velhas,
Seivas de voar
Apodrecem devagar.