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Saturday, June 13, 2009
A Crisálida do Cais
Luneta lusitana
O olho sonhador se maravilha cada manhã,
Vê no milagre cíclico milhares de milagres cíclicos
Na sua ausência…
o sol que nasce não rasga as trevas
o sol que nasce não é o Dia
(porque com o sol
não renasce
Portugal)
Requiem
Morte ao Sexo. O mundo acabou
E sem fim…
Meu amor bissexual…perdi-te…
No sentido das coisas
Não soube mais…se…
Foi por gostares do afogo
Do apego do suor ofegante
Da sede das voltas no lençol
Do ultimo instante em que se
comprime um contra o outro
E tudo acaba.
Recomeça.
Meu amor, eu não te vi,
Não pude saber…se…
Foi por não acreditares na
Prisão do corpo desenhado
(Cega a estética da curva delicada)
Por seres idealista e dizeres
Que não vias invólucro antes da alma
E tudo recomeça.
Acaba.
Bissexual…
Eu sou tão térreo.
Não sei o que te fui
Se o beijo me ressuscitou
Para me entregar ao céu
Em Asas de Cera
O sonho nasce e se eleva
Quando morre o Sol
De Coração inflamado
As lágrimas secas de tempo
Bato as asas mais alto
E vejo-te meu amor
Para sempre
No sol que nasce e se eleva…
morre o Sonho
31/05/2009
