Saturday, June 13, 2009

umi no soko ni oriteiku machi de

kimi no egao wa midori no kage e kieru

koukai dake ga hanashi kakete kuru

A Crisálida do Cais

Meu amor de longe
‘’Cavaleiro de Madrugada,
(A que em correntes arrastada
Vem pelo berbere de nome Apolo)
Esperei toda a Primavera por ti.’’
‘’Por onde viajaste rei ruivo fogo?’’
(Crente da Cruz crucificado no orgulho)
No cavalo branco rompes o céu surreal
‘’Salvador, Anjo, Messias de Portugal’’
(Só depois de morto, nasceu Sebastião.)
‘’Entre as brumas Ezequiel, Samuel, Saulo, Emanuel!
Nós te reverenciáramos! Nós te sagrámos!
Nós te tecemos através a noite Ulisses Desejado...
Fieis à Esperança que só morria depois de nós
Confiámos ao teu espaço na cama fria
Cada cabelo moreno, cada sonho loiro
O alento, sopro de vida, alma.’’
Meu amor de longe…
O véu tomba
O nevoeiro que te encobre
Liso, azul, livre, aberto
frágil
‘’Meu amor de longe…?’’

Luneta lusitana

O olho sonhador se maravilha cada manhã,

Vê no milagre cíclico milhares de milagres cíclicos

Na sua ausência…

o sol que nasce não rasga as trevas

o sol que nasce não é o Dia

(porque com o sol

não renasce

Portugal)

Requiem


Morte ao Sexo. O mundo acabou

E sem fim…

Meu amor bissexual…perdi-te…

No sentido das coisas

Não soube mais…se…

Foi por gostares do afogo

Do apego do suor ofegante

Da sede das voltas no lençol

Do ultimo instante em que se

comprime um contra o outro

E tudo acaba.

Recomeça.

Meu amor, eu não te vi,

Não pude saber…se…

Foi por não acreditares na

Prisão do corpo desenhado

(Cega a estética da curva delicada)

Por seres idealista e dizeres

Que não vias invólucro antes da alma

E tudo recomeça.

Acaba.

Bissexual…

Eu sou tão térreo.

Não sei o que te fui

Se o beijo me ressuscitou

Para me entregar ao céu

Em Asas de Cera

O sonho nasce e se eleva

Quando morre o Sol

De Coração inflamado

As lágrimas secas de tempo

Bato as asas mais alto

E vejo-te meu amor

Para sempre

No sol que nasce e se eleva…

morre o Sonho

31/05/2009