Uma pequena criatura obesa
hoje sentou-se diante de mim
Num autocarro de meio sol
Envergando uniforme dum time maravilha
O moleque sentado e quase irrequieto
assobiava com uma boca em U
(e sem som)
Fitava nalgum tempo de vidro
uma coisa em que era sozinho
No banco de tras os pais discutiam
E entre as ironias que me trilhavam a flor da pele
Senti a Tristeza chamando-me a mao
Mas o pequeno continuou sem ver.
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Friday, January 14, 2011
Wednesday, December 22, 2010
Um cavalo sujo e esfarrapado
fita o por-do-sol
sozinho na cidade.
Velho e gasto fita alheio e imobilizado
um horizonte que acorda
para adormecer.
Tudo passa.
(ele não importa para quem não está parado)
Sem crina sem lustro ergue-se altivo.
Um crespúsculo dentro de um sonho acordado
Uma verdade explosiva, imóvel e acabada.
fita o por-do-sol
sozinho na cidade.
Velho e gasto fita alheio e imobilizado
um horizonte que acorda
para adormecer.
Tudo passa.
(ele não importa para quem não está parado)
Sem crina sem lustro ergue-se altivo.
Um crespúsculo dentro de um sonho acordado
Uma verdade explosiva, imóvel e acabada.
Em meio dia uma grávida vestida
De luto na Rua do Comércio
Calças e t-shirt curta e usada
Deixam o fundo do seu ventre descoberto
Entre os seios pendendo um sinal
Leva escrito ''Ouro''
Coroando, dois olhos de âmbar cansado
E cigarro meio vida, meio apagado
Em meio dia o desespero reencarnado
apregoava na Rua do Comércio
Entre a multidão, imunda, imensa, meia inerte
(o tempo não pára.)
De luto na Rua do Comércio
Calças e t-shirt curta e usada
Deixam o fundo do seu ventre descoberto
Entre os seios pendendo um sinal
Leva escrito ''Ouro''
Coroando, dois olhos de âmbar cansado
E cigarro meio vida, meio apagado
Em meio dia o desespero reencarnado
apregoava na Rua do Comércio
Entre a multidão, imunda, imensa, meia inerte
(o tempo não pára.)
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