Não sei...
dir-se-ia uma ausência sem questões, seca pelo silencio
estive sempre acompanhado...mas estamos sempre
e estive, estou sempre sozinho
Estive e estou e talvez tenha estado até morrer
E agora seja um fantasma a cismar a vida
porque a solidão destrói o tempo
Da janela que estalou de frio no nosso quarto
o quarto de sempre
no tempo incontável do Inverno
encontro
a meus pés o resto do que pareceu ser
para sempre
Os estilhaços
Vidros cegos,
sempre desajeitados sempre cruéis
cortando carne
bebendo sangue
lembro-me que faltas tu
Voou… aquele que um dia
Brilhava todas as cores divididas
Nele só era a manhã verdadeira
tive saudades tuas
e depois de hoje
continuarei a tê-las...
entre a culpa
nunca estranha por ser
amarga
Tu tinhas dito
‘’se me procurares encontras-me sempre’’
Tinhas dito
Lembro
extenuado de solidão
penso a exalar cansaço
e volto por inspirar frustração
lembro-me que faltas tu
Thursday, April 09, 2009
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