Thursday, April 09, 2009

Um

Não sei...
dir-se-ia uma ausência sem questões, seca pelo silencio
estive sempre acompanhado...mas estamos sempre
e estive, estou sempre sozinho
Estive e estou e talvez tenha estado até morrer
E agora seja um fantasma a cismar a vida

porque a solidão destrói o tempo

Da janela que estalou de frio no nosso quarto
o quarto de sempre
no tempo incontável do Inverno
encontro
a meus pés o resto do que pareceu ser

para sempre

Os estilhaços
Vidros cegos,
sempre desajeitados sempre cruéis
cortando carne
bebendo sangue

lembro-me que faltas tu

Voou… aquele que um dia
Brilhava todas as cores divididas

Nele só era a manhã verdadeira

tive saudades tuas
e depois de hoje
continuarei a tê-las...
entre a culpa
nunca estranha por ser
amarga

Tu tinhas dito
‘’se me procurares encontras-me sempre’’

Tinhas dito

Lembro
extenuado de solidão
penso a exalar cansaço
e volto por inspirar frustração

lembro-me que faltas tu

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