Na rua do Taciturno
Orfeu espera,
lânguido
Lira entre os bracos
Às Portas do Inferno
O Silencio pleno e quieto
Da Belleza triste
O presente
cor de cinza e certo
Espera também
Que toque
Os demónios
adormeceram
À Poesia
Eurydice
E o coração passou.

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