Hoje chega o dia que sempre há de chegar
E os tristes véus negros já esvoaçam no ar
Com os tristes lamurias e gritos perdidos
E correm as memórias dos tempos vividos
O som do desespero e da solidão
Soa estridente no gelido coração
Que perdura nos d’antiga geração
Com recordações daqueles que já não são
Como me doi olhar o corpo inerte
Que jaz já sem vida no caixão
Sua alma, que Deus tem, está no paraíso
Feliz, mas não esboça nenhum sorriso
Eu, solene me despeço...destroçado
Olho com melancolia para o involucro amado
E choro ao saber que nunca mais estará a meu lado
Se partiu para o céu chorar será errado?
Castelo Branco 2005
Monday, January 22, 2007
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